Tuesday, May 26, 2026

Construímos o onboarding do Volt duas vezes

Começando do zero

Por muito tempo, o Volt não teve onboarding. Os novos usuários se cadastravam, caíam numa lista de conversas vazia e se viravam sozinhos. Ou não. O time fazia o onboarding na mão, o que não escalava e não chegava à maioria dos usuários.

A primeira versão deveria mudar isso.

V1: um checklist gamificado

A ideia era um checklist de progresso que guiasse os usuários pelas principais funções do Volt, em ordem da menor para a maior fricção. A cada passo concluído, eles ganhariam ritmo e descobririam o produto de verdade.

O onboarding tinha 8 passos longos:

  • Transcrições de áudio (apareciam sozinhas para os usuários verem valor sem fazer nada)
  • Criar uma tarefa
  • Conectar o QR do Volt Cloud
  • Agendar uma mensagem
  • Usar atalhos de teclado
  • Criar uma lista e atribuir conversas a ela
  • Configurar um Workspace

Mostrar valor primeiro e depois apresentar as funções que pedem mais esforço, quando os usuários já estão envolvidos. A lógica estava certa.

A execução, não. O fluxo tinha bugs. Os textos eram vagos. Os usuários se confundiam logo no começo e não voltavam.

V2: menos escopo, mais clareza

A segunda versão começou tirando metade do checklist. Quatro funções, não oito:

  • Transcrições de áudio
  • Send Later
  • Criação de listas
  • Tarefas

Cada passo ganhou um texto claro explicando por que ele importa. A outra mudança: o número de WhatsApp do próprio Volt agora manda uma mensagem de boas-vindas para cada novo usuário. O primeiro áudio que eles veem no app já está transcrito. O primeiro exemplo de tarefa já está ativo na conversa.

Por fim, adicionamos mais um passo para configurar as notificações, porque sempre recebemos perguntas sobre como ligá-las ou desligá-las.

O que faríamos diferente

Lançar o onboarding antes. Muitos usuários chegaram e quase não havia nada para ajudar. E construir duas vezes nos ensinou que um fluxo simples com textos claros ganha de um completo que ninguém lê.